Mergulhadores acham 110 corpos em barco que afundou na Rússia


Os mergulhadores que participam dos trabalhos de resgate encontraram cerca de 110 corpos – 30 deles de criancas – no interior do barco ‘Bulgaria’, que afundou ontem (10) com quase 200 pessoas a bordo nas aguas do rio Volga, informou hoje o escritorio de imprensa do Servico de Resgate da republica autonoma da Udmurtia. ‘Segundo a prospeccao preliminar feita por mergulhadores da republica da Tartaria, no barco ha aproximadamente 110 corpos, 30 deles de criancas’, afirma em comunicado o Servico de Resgate. Mais cedo, um porta-voz do centro regional de Emergencia havia dito que o numero de mortos no acidente poderia ‘se aproximar de pessoas que se encontram desaparecidas’ e que eram ‘poucas as possibilidades de encontrar sobreviventes’

A 12 de julho na Rússia foi decretado o dia de luto pelas vítimas do naufrágio do barco fluvial “Bulgária”. O destino de dezenas de passageiros é desconhecido até hoje. Os resultados do exame preliminar, efetuado por escafandristas, mostra que o número de vítimas pode superar uma centena. Apesar do tempo proceloso, a operação de busca e socorro prolongou-se por toda a noite.
O naufrágio foi resultado do tempo excepcionalmente mau, – chuva, acompanhada por uma tempestade, – e pelo fato de que o navio estava superlotado. De acordo com as informações disponíveis, a seu bordo estavam cerca de 50 crianças. O navio afundou numa profundidade de 20 metros, a três quilômetros da costa. As testemunhas oculares afirmam que o “Bulgária” inclinou-se durante a virada para o lado direito e afundou em poucos minutos.

A chefe do serviço de informação do ministério para situações de emergência Irina Adrianova informou à “Voz da Rússia” que atualmente no local de naufrágio do navio, no rio Volga, continuam obras de busca e socorro.

O grupo de socorristas foi acrescido durante toda a noite. No presente momento da liquidação das conseqüências da catástrofe participam 329 pessoas, incluindo 91 escafandristas e 74 unidades de equipamento e maquinaria. O grupo de socorristas inclui especialistas de diversas unidades do nosso ministério – “Centrospas”, de Moscou, do centro “Líder”, assim como especialistas do território de Krasnodar, do Tatarstão e da Bachquiria. Já veio o equipamento necessário, incluindo o conjunto de aparelhos de televisão “Gnom”.

Por enquanto não foi indicada a causa oficial da tragédia. Foram formuladas várias verões do naufrágio, incluindo o estado técnico precário do navio, a sua sobrecarga, assim como o banco que estava no seu trajeto. Em todo caso, sabe-se ao certo que o navio fluvial “Bulgária”, de propulsão diesel – elétrica, tinha sido construído na Checoslováquia em 1955 e em hipótese alguma podia ser qualificado como novo. De acordo com o projeto, o navio podia transportar simultaneamente 233 passageiros mas devido a várias modernizações o seu número foi reduzido para 140.

Por enquanto, não se pode apontar as causas da tragédia – isto deve ser feito por uma comissão, criada especialmente para este fito. O mais importante é fazer o máximo de esforços a fim de salvar os que sobreviveram, – acrescenta Irina Andrianova.

As obras de busca e socorro são dificultadas pelo nível baixo de visibilidade. Além disso, a onda de dois metros de altura torna mais custoso o trabalho de escafandristas. No entanto, faz-se tudo para encontrar os náufragos.

A Companhia de Navegação Fluvial de Kama, que possuía o barco “Bulgária”, informou que esta embarcação estava em ordem técnica perfeita e apta para a navegação. Os investigadores que intentaram processo na base do artigo sobre a violação das regras de segurança e tráfego de transportes ferroviários, aéreos e marítimos, irão apurar, o quanto esta informação corresponde à realidade. O chefe do Comitê de Inquérito da Rússia Aleksandr Bastrikin já chegou a Kazan. Fazemos lembrar que ontem, imediatamente depois da ocorrência trágica, o presidente Dmitri Medvedev encarregou a direção do Tatarstão de prestar ajuda aos sinistrados. O chefe do Comitê e Inquérito da Rússia foi incumbido de investigar cuidadosamente as causas do naufrágio.

Fonte: Jornal-online da Rússia

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